Justiça

Veja a lista de penduricalhos cortados pelo Supremo Tribunal Federal

Corte impõe limite a benefícios e prevê economia bilionária no Judiciário
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 25/03/2026 - 20:20
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Reprodução
Supremo Tribunal Federal (STF)
Supremo Tribunal Federal (STF)

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, impor restrições ao pagamento de penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público, proibindo benefícios que não estejam previstos em lei federal aprovada pelo Congresso.

A medida estabelece que verbas criadas por leis locais, resoluções ou atos administrativos ficam vedadas imediatamente. Segundo a Corte, a decisão pode gerar economia de cerca de R$ 7,3 bilhões por ano.

Entre os principais benefícios cortados estão:

  • auxílio-creche;
    auxílio-natalino;
    auxílio-combustível;
    auxílio-moradia;
    auxílio-alimentação;
    auxílio-natalidade;
    assistência pré-escolar;
    indenização por acervo;
    licença compensatória por acúmulo de acervo;
    licenças compensatórias (como 1 dia de folga a cada 3 trabalhados);
    gratificação por exercício em localidade;
    gratificação por encargo de curso ou concurso;
    indenização por serviços de telecomunicação;
    licença remunerada para curso no exterior.

O STF também proibiu a conversão dessas licenças em dinheiro, prática que permitia aumentar a remuneração por meio de verbas indenizatórias.

A decisão cria ainda um limite para os penduricalhos permitidos, que não poderão ultrapassar 35% do salário de ministros da Corte. As novas regras passam a valer a partir da folha de pagamento de maio.

Segundo o STF, a medida é provisória e funcionará como regra de transição até que o Congresso Nacional aprove uma legislação específica sobre o tema.

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